domingo, 2 de novembro de 2008

nichts wird ändern.

Já fazem meses que eu acordo por você. De manhã a cortina rouba a cor do sol através da luz, e esse começo tem muito do seu nome. Depois, o café da manhã sou eu quem faço; o pão, a fruta, ou seja lá o que for para me libertar da fome, consegue imitar o seu gosto.
E antes de te ver, nas ocupações de todo o dia, se me pego distraído, é perdido em você. Ainda prometo descobrir se é a sua lembrança quem me distrai, ou se é a distração quem me leva os pensamentos até você. A questão é que fico pensando, e pensando... lembro de cada detalhe, qualquer coisa que me faça rir sozinho. Fico remoendo pedacinhos da gente e alimentando a saudade que cresce e continua crescendo até que meus braços estejam enrolados no seu pescoço.
Sei que são apenas poucas horas, no máximo um dia ou dois. Mas a falta me deixa agoniado de vez enquanto, coisa que você resolve fácil com apenas uma conversa. Como pode ser tão leve, doce, aveludada, azulada, e caber perfeitamente dentro do meu coração apaixonado?

Eu me preocupo com qualquer idiotice, sinto sua falta antes do sono, e te durmo sempre dentro de mim. Isso você já sabe de cor. Mas prepare os seus ouvidos, porque enquanto for verdade, eu vou repetir, e repetir, e repetir... até que o dia não repita mais a noite, e a noite não repita mais o dia.