Vai parecer bem piegas, mas vamos lá: estou me sentindo estranho.
Cresce tanta confusão dentro de mim. Vejo-me claramente posto em um trampolim, e o arrepio que sinto não é do medo da altura, mas do jeito como as roupas de banho deixaram meu corpo tão vulnerável para o vento. Abaixo dos meus pés há duas piscinas para eu pular, e não se pode entender a profundidade de nenhuma das duas, tudo sempre fica pequeno visto do alto. Não quero mergulhar. Abraço forte e talvez nunca solte da inveja que tenho daqueles que se apoiam na borda, ora aqui, ora lá, conforme lhes convém. E eu, que vou me afogar. Beber muita água e me afogar em apenas uma das piscinas por enquanto, acho que sou ganancioso demais para isso.