As nossas bocas juntaram e a cena ficou girando na minha cabeça, igual naqueles típicos filmes de romance, onde a câmera rodeia o beijo principal. O vento sempre levanta algumas folhas de outono, e os créditos começam a subir com alguma música lenta.
O quão real é isso? Não consigo lembrar nem de quanto tempo passou, porque parece que sempre foi assim. Quando falo sobre isso me sinto tão idiota. Não sei se algum exagero veste a verdade de mentira, mas é isso, caí nas suas mãos. E vou continuar tropeçando até você.
A culpa é sua, sempre achei que você poderia ter resistido um pouco mais. Mas eu não. Jamais poderia ter continuado sem tentar. Eu nunca passaria a reparar no que os pássaros cantam. Não sei ao certo quem você é, a gente não consegue enxergar muito bem de tanta distância, só acredito no que você me faz sentir o tempo todo.