sábado, 16 de agosto de 2008
Sim.
O som repetitivo e o teor de insanidade aceleravam meu instinto. Seguia um amigo, seguia um estranho. Dedos com vontade própria avisavam a minha cabeça que queriam apertar aquela cintura feminina. Quando sua mão apoiou no encosto da cadeira, chamou a minha para que se ajeitasse sobre ela. E foi a falta dos olhares que negaram o descaso. Tudo sem o mínimo de porquê. A razão destrancou a porta, o gelo esfriou a boca e o juízo fugiu sem deixar rastro algum pelo chão. Nesses meus últimos meses, me seqüestraram o não. Nas noites de céu escuro e sem estrelas, correm para longe as oportunidades de pedir socorro; em noites assim, prevalece sempre o sim. Os faróis se distorcem com a velocidade, os seus beijos se dissolvem com a intensidade. Se está tudo tão compatível, nada se choca. Vou mudar, só porque cansei de mudar... de par.