Eu só queria ser uma imagem bonita, mas inexpressiva. Ao invés de pseudo-filósofo, ser realista e tocável, abraçável e amável. Quem me dera ser deixado na miséria, com todas as minhas dores e sem nenhuma das belezas que eu possuo. O coração arde com a imagem da retina, o sangue palpita e a mente duvida.
Quem dera não mais me importasse. Depois de tanto tempo e tantos muros, a lua se esconde atrás de um negro desconhecido. O livro não conta mais história de amor e leitura socióloga define o que sentimos. E como o vento, passa. Passa tão dolorido e inperceptível que quando me dei conta deixei os pássaros voarem. Fiquei na felicidade.
É o contrário do nome. A explicação vem como um problema mal solucionado. Do nada, o passado. Do futuro, o explicável. É assim que eu termino a estadia, insolúvel, enigmático e, mais que nunca, falso.
quinta-feira, 31 de julho de 2008
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