sexta-feira, 20 de junho de 2008

VERGONHOSO!

Que vergonha, a maldita torcida para que ela tivesse a mesma sensação de falta que ele. Seu corpo pedia mais um pouco de velocidade artificial. Procurava nos assuntos proibidos uma maneira de construir sua armadilha. Eram com cutucões e alfinetadas de indiretas que pretendia pendê-la para a tentação. Ele não havia se cansado, muito menos sentido o perigo soprar sua nuca, ainda era apenas um calafrio usual de dias gelados. Mais um cigarro, pensou, acendendo mais um cigarro teria tempo suficiente para atravessar o espaço que separava os pensamentos dele para os dela. Ela tinha que ganhar no silêncio a cura de um mal psicológico, antes que o psicológico se tornasse físico. Essas idéias que ele carrega são os inimigos. Esqueça-as, que vergonha!