segunda-feira, 16 de junho de 2008

Não sei se vem de mim... Tá, vem de mim. Vem de mim toda a dúvida e a vontade de que alguma coisa venha dos céus e caia em cima de nossas cabeças, só para estragar, só para separar. Eu não posso me ver feliz, que logo quero arruinar tudo. Na verdade, só estou esperando alguma coisa para dar errado. É como o vidro, bonito, limpo, refletindo o meu sorriso e uma pedra na mão. E tão doentio faz-se o som dele espatifando ressoar tão bem nos meus ouvidos. Os finais de semana chegam e passam como um porta-retrato sem foto, sem a sua foto. Fica tão mais bonito vazio. Já nem sinto mais a sua falta. O inverno congelou meu coração, então, até o próximo verão.