terça-feira, 17 de junho de 2008

Entra pela boca formingando, e se espalha por todo o corpo. Meus pés ficam gelados como quando descalços à beira das águas do mar. Sinto tanto que posso ver meu sangue esvaindo junto com a fumaça. A mão direita que segura toda a sensação e o cheiro bom que todo mundo odeia. Na boca só fica o gosto amargo das cinzas, e a garganta entala com palavras escuras que eu nunca deixei escapar, elas insistem em dormir no meu pulmão.