
domingo, 29 de junho de 2008
Para desistir
Olha, eu não alcanço aonde vão meus sonhos. Quisera eu aprender a estar em dois lugares ao mesmo tempo. Ah, mas talvez se eu tivesse uma escada, escolheria a escala da sua cidade e escalaria seu coração. Sabe que eu odeio ter as mãos atadas para te provar as coisas enfeitadas que vivo dizendo? Isso quando justamente estou sendo tão eu. Mesmo sem esperanças - ou assustadoramente cheio delas - continuo esperando.
sexta-feira, 20 de junho de 2008
Soneto de separação.
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.
(Vinícius de Morais)
Dialética.
E a alegria, a única indizível emoção
É claro que te acho linda
Em ti bendigo o amor das coisas simples
É claro que te amo
E tenho tudo pra ser feliz
Mas acontece que eu sou triste...
(Morais, Vinicius de. In: Obra Poética. Rio de Janeiro. Aguilar, 1968, p. 587)
Sorte ou revés?
VERGONHOSO!
quinta-feira, 19 de junho de 2008
falta pouco,
mas vai ser a primeira e a última.
terça-feira, 17 de junho de 2008
segunda-feira, 16 de junho de 2008
sábado, 14 de junho de 2008
À sua maneira,
Empoeirado
Vem
Nós.
quinta-feira, 12 de junho de 2008
Advertência
domingo, 1 de junho de 2008
Tempo Perdido
Os olhos cansados não dão trégua, e o cansaço faz que rola na cama, te cutuca, te chama para acordar, acordar sem nem ao menos ter dormido. É o tempo perdido; no escuro de becos intravenosos, em sussurros e suspiros de batimentos cardíacos, nas palavras esperando por não serem ditas.
A gente se cala na poeira, se mantém em desuso. Mas se apaixona por planos jogados nas calçadas, pendendo entre as valetas da rua. Que infantilidade querer chamar a atenção de nós mesmos para estímulos de pseudo-vida e falsa liberdade. Pois falta sono e sonhos palpáveis, litros de cafeína e quilos de nicotina que poderiam se tornar a cura da ansiedade.
Mas deixa que eu me resolvo na distração da tentativa de descrever o gosto do céu onde você me tem levado durante todos esses dias, e gastarei a eternidade tentando dizer o que assisto nos seus olhos. Preciso da sua certeza de me ter em seus braços por todos os seus amanhãs.
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