quinta-feira, 8 de maio de 2008
Sei que uso as mesmas palavras, sei que insisto em falar de distância. Mas garanto que é direcionado a novos rostos. Aqui escrevo de dois mil e oito, de um número par, correndo por não estar sozinho. Quando par é dois, quando par somos eu e você, a manhã, a tarde, e a noite não são tão longas quanto as madrugadas que fogem tanto de mim e do meu controle do tempo. Posso nem te amar ou te querer eternamente, mas as declarações já não são a motivação de tudo. O ar que eu respiro pode me acordar e o som da chuva me dormir como criança. E eu posso sorrir com qualquer palavra sua ou simplesmente bocejar bem grande, nem dependeria de você. Eu falo de humor, de ter a sorte de acordar bem. Da sorte que seria acordar do seu lado.
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