quinta-feira, 8 de maio de 2008

Dessa vergonha que sentou do nosso lado, eu nem lembrava mais. Vem, me resolve essa vontade que eu tenho de te descobrir, esse gostar sem ter, sem sofrer, nos braços da infância. E cada olhar bobo, fim de assunto tímido, comentário que chega de alguém que conta, vira grande coisa, fica repetindo na cabeça. Então eu quero ouvir com euforia, de novo e de novo o mais mínimo detalhe que te escapou de mim. A gente vem vindo devagarzinho, virando casal sem me deixar tonto. De apontar para a nuvem te vi no céu, de um azul bem azul como a água da piscina dos seus olhos. Nesses eu mergulho sem bóia nem nada. E que seja bem fundo, estou precisando me afogar.