quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
De mãos dadas com a ironia
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
sábado, 22 de novembro de 2008
domingo, 2 de novembro de 2008
nichts wird ändern.
E antes de te ver, nas ocupações de todo o dia, se me pego distraído, é perdido em você. Ainda prometo descobrir se é a sua lembrança quem me distrai, ou se é a distração quem me leva os pensamentos até você. A questão é que fico pensando, e pensando... lembro de cada detalhe, qualquer coisa que me faça rir sozinho. Fico remoendo pedacinhos da gente e alimentando a saudade que cresce e continua crescendo até que meus braços estejam enrolados no seu pescoço.
Sei que são apenas poucas horas, no máximo um dia ou dois. Mas a falta me deixa agoniado de vez enquanto, coisa que você resolve fácil com apenas uma conversa. Como pode ser tão leve, doce, aveludada, azulada, e caber perfeitamente dentro do meu coração apaixonado?
Eu me preocupo com qualquer idiotice, sinto sua falta antes do sono, e te durmo sempre dentro de mim. Isso você já sabe de cor. Mas prepare os seus ouvidos, porque enquanto for verdade, eu vou repetir, e repetir, e repetir... até que o dia não repita mais a noite, e a noite não repita mais o dia.
Dualidade
Cresce tanta confusão dentro de mim. Vejo-me claramente posto em um trampolim, e o arrepio que sinto não é do medo da altura, mas do jeito como as roupas de banho deixaram meu corpo tão vulnerável para o vento. Abaixo dos meus pés há duas piscinas para eu pular, e não se pode entender a profundidade de nenhuma das duas, tudo sempre fica pequeno visto do alto. Não quero mergulhar. Abraço forte e talvez nunca solte da inveja que tenho daqueles que se apoiam na borda, ora aqui, ora lá, conforme lhes convém. E eu, que vou me afogar. Beber muita água e me afogar em apenas uma das piscinas por enquanto, acho que sou ganancioso demais para isso.
Vaidade
"Tem vezes que o cigarro é o único que me acompanha, não perde o passo. Queima conforme o meu fôlego, queima o meu fôlego. Tem dias que é só ele quem me beija a boca e intimida a solidão. Odeio a solidão e, por isso, ao fim do último trago, enfim o salto do filtro ao asfalto, confiro o maço a procura de outro. Maltrata a minha garganta e os meus dentes, altera o meu perfume e a minha imagem, mas eu gosto mesmo assim."
Bom, ela gosta.
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
eu enjoei. de muitas coisas, até. enjoei do gosto da minha comida preferida, da blusa e da calça que considero as mais confortáveis, das músicas, das músicas, do carro novo, dos amigos, de assistir aula, do meu cigarro preferido, do meu suco diário na praia, de dar aula, de ficar deitado olhando pro teto...
tenho tantos planos pra minha vida, e não sei nem por onde começar... o que me impede completamente de... começar!
eu tô feliz, até demais, porém algo me segura, me dizendo pra levar tudo devagar, pra relaxar um pouco. problemas todo mundo enfrenta, os meus, graças a deus, sempre são resolvidos no mesmo dia, mas sei lá. queria me sentir mais igual aos outros: queria sofrer um pouco. queria sentir fome, pra dar valor ao prato que me é servido todos os dias. queria ser completamente viciado em cigarro, porém não ter nenhum. queria morar num barraco, pra dar valor ao meu apartamento enorme que me parece tão vazio.
acho que preciso mesmo é dar valor ao que tenho... mas ultimamente, não tá dando.
quem sabe ano que vem.
domingo, 19 de outubro de 2008
Preto e Branco
Te ver é algo como me olhar no espelho e ver o reflexo invertido. Ao mesmo tempo que é me completar. Você é o sujeito (simples, feminino) da minha oração. E pensando bem, também é a minha oração de noite. O Vice e o versa, o sol a e chuva, a montanha e a praia, preto e o branco, e vice-versa. Engraçado que sem um, não existe o outro. É a arte imitando a vida.
Então, pego meu copo de alcóol (e você, de leite) e brindamos essa eterna distância, que nos une, que nos atrai, que nos separa. Afinal eu procuro o novo, e você é a última tecnologia. Sem manual, é claro.
A Matemática e a Biologia. Assim sou eu e você. Parecidos na ocupação, distantes na prática.
O fio e o fim da vida.
15 pras 7. 7 e 15. Sono atrasado. Sono. Atrasado. Leite quente, chão frio. Garagem do prédio, ponto de partida. Partiu, freiou, bocejo, a rádio de música e a de notícias. A poesia desapercebida. A mesa e os documentos. Pausa dramática: lembranças. Email. Mais um e outro. Comida chinesa. Escolha, rua, telefone, 15 pras 2. 2 e 15. Sono. Problema 1, 2 e 3, paciência, 0. 6 e pouco. 6 e muito. Carro. Atrasado. Trânsito parado. Blusa quente, noite gelada. Ponto de chegada, curso, PDV. Partiu, freiou, o grito, as crianças e meu filho, "Ah puta que pariu!". Que se dane a poesia! A casa e as fotos. Pausa pseudo-dramática: lembranças, telefone. Mensagem e outra. Hambúrger e a indigestão. Escolha, cama e coberta. Preocupação 1, 2 e 3. Paciência? 15 pra meia noite. Meia noite num dia inteiro.
Menos um dia. Amém.
terça-feira, 7 de outubro de 2008

balaio, domingo eu não saio... de bambu e corda, só se for pra rezar. luz no cabelo e nos olhos, no sorriso do justo, feito pra iluminar. cruz, na parede e no púlpito, nas nossas costas de súbito, pesadas pra se carregar. porta, abre e fecha o caminho, o balaio eu carrego sozinho e ilumino essa luz com meu jeito de andar.
tem horas que a gente se pergunta por que é que não se junta tudo numa coisa só...
De novo você
O quão real é isso? Não consigo lembrar nem de quanto tempo passou, porque parece que sempre foi assim. Quando falo sobre isso me sinto tão idiota. Não sei se algum exagero veste a verdade de mentira, mas é isso, caí nas suas mãos. E vou continuar tropeçando até você.
A culpa é sua, sempre achei que você poderia ter resistido um pouco mais. Mas eu não. Jamais poderia ter continuado sem tentar. Eu nunca passaria a reparar no que os pássaros cantam. Não sei ao certo quem você é, a gente não consegue enxergar muito bem de tanta distância, só acredito no que você me faz sentir o tempo todo.
Previsível

É horrível ter que re-aprender a se divertir sem beber. No mínimo decadente. A gente cresce e de repente se vê precisando das coisas. Não que seja por acidente, a gente sempre sabe. Eu, pelo menos, sempre soube. Mas aí vem um dia, como um outro qualquer, e te conta, como se revelasse o maior segredo do mundo: olha, você precisa disso, você precisa daquilo, você sente a falta. E eu preciso de uma porção de porções de coisas.
Antes eu costumava gostar até do fim das festas. Mas já ficou enjoativo. O salão de festa com o chão sujo, as cadeiras de plástico todas empilhadas em algum canto, e algumas rodinhas de pessoas conversando sobre assuntos desconexos. Uma risada sempre se sobressai no meio disso tudo, uma risada bem sem graça.
Já faz tanto tempo que nada mais do que eu vejo é novo. Caiu de velho como uma fruta podre. O natal é igual, o ano novo mais da mesmíssima coisa. Tanto que passei a ver os anos todos colados uns nos outros, se parecem cada vez mais com o anterior, e ficam se empurrando assim, como uma repetição mal feita. Nem o tempo eu distingüo mais. Tudo uma coisa só. Que seja.
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Remorso...

Vamos começar pela lua. Como pode ser tão grande e caber nos seus olhos? É um tipo de reflexo que eu queria em mim. E depois, é ela quem fica de lanterna para os nossos passos quando é noite. Nunca nem escondi que prefiro as noites, que prefiro esquecer a hora de voltar, que te prefiro quando o céu está escuro. Em pensar que as estrelas sempre vão precisar do céu apagado para brilhar, alheia a isto, mesmo quando já se fez manhã e estamos indo para nossas casas, a lua permanece mais algumas horas pendurada acima de nossas cabeças.Prender as mãos, mantê-las cruzando nossos pulsos. Tenho certeza que elas odeiam os postes e as esquinas complicadas que tentam separá-las. Mal consigo me importar se as palmas estão suadas, ou tremendamente geladas, enquanto simplesmente estivermos de mãos dadas. E carinho, carinho se mostra com mãos, com um leve toque, seja nos cabelos, no braço, na perna, nos pés, ou desenhando a forma do rosto. As suas mãos falam. Aquela mão tímida que quebra a distância de uma mesa para dois, atravessando pratos, copos e saleiros em busca de companhia. Aquela mão que me cutuca discretamente enquanto qualquer um fala, só para que eu saiba que pensamos na mesma coisa. Aquela sua mão que me arranha as costas, que me puxa com força para levar a minha boca até a sua.
O seu gosto não me enjoa, não me farta, não tem fim. Decorei cada pedacinho da sua boca, você sabe, preciso dela ainda assim. Nossos lábios já tomaram um a forma do outro, do mesmo jeito que o travesseiro te acomoda a cabeça na hora de dormir. Eu gosto mais de dormir com nossos lábios colados, respirando o mesmo ar que te faz respirar. O mesmo ar que encontra meu ouvido e me faz arrepiar.
Não quero nenhuma porta fechada entre nós. Por isso te escrevi, só para me desculpar.
Grrr
Mas é tão injusto. Como posso querer entrar em um jogo sabendo que vou perder, e perder muito, perder você. Não quero.
Pior é que sei onde encontrar as melhores sensações. Droga, eu deveria me sentir tão sortudo, só em saber que às vezes preciso muito de alguém. Você me faz tão bem e disso não posso fugir. Nem se eu me isolasse por dias. Nem se eu desistisse de abrir a janela e ver o sol, porque sei que ainda assim te veria. Mesmo de olhos fechados e no escuro, te veria. Ainda ouviria sua voz no silêncio. Droga!
Desapropriar.
Ninguém tem a pretensão de fazer caridade. Na verdade, não convém querer o troco de uma relação má sucedida. Todos estão atrás das obras mais pleiteadas, da metade mais bonita de um casal. Não se trata de invejar a felicidade alheia, mas de provar para o próprio ego que se pode fazer alguém tão feliz quanto.
Jogar um copo contra a parede para assistí-lo espatifar, ou apostar parar assistir alguém perder, deixaria qualquer um livre de culpa, quando a culpa não machuca mais.
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Ainda não entendi qual é a conveniência de te querer tanto assim. Se você pudesse optar, me escolheria também? Porque eu te escolheria até na pior das hipóteses. Eu erraria muito por você, enquanto todos só estão preocupados em acertar. Porque diabos você significa tanto para mim? Se todas as vezes que eu abri meu armário não fossem procurando me vestir do jeito que eu acho que você gosta... é que sei lá, só queria que fosse você aqui do meu lado.
Odeio essas suas viagens à São Paulo...
sábado, 20 de setembro de 2008
Eu sei, mas não devia.
Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha pra fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E porque à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã, sobressaltado porque está na hora.
A tomar café correndo porque está atrasado. A ler jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíches porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia. A gente se acostuma a abrir a janela e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números da longa duração. A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que paga. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com o que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes, a abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema, a engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às besteiras das músicas, às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À luta. À lenta morte dos rios. E se acostuma a não ouvir passarinhos, a não colher frutas do pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda satisfeito porque tem sono atrasado. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.
Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.
A gente se acostuma para poupar a vida.
Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma.
(Marina Colasanti, "Eu sei, mas não devia", p.09)
domingo, 7 de setembro de 2008
Ainda.
Olhei entusiasmado para a janela toda molhada de chuva, sempre achei que ela ficava mais bonita assim. Uma folha de árvore, bem grande, grudou no vidro por alguns segundos. Aproximei-me e vi que era seca, então caiu. Logo voltei meu pensamento nela, aquela que fiz sair feito um furacão tão furioso que destruiria uma cidade inteira só para aliviar sua raiva. Grande bosta, ela caiu como a folha, e de tão seca que era não fez falta. Caiu de seca que era. E acredito que seria impossível calcular quantos quilos aquela garota pesava para mim.
O cigarro ainda queimava no cinzeiro, em cima da mesa de centro. Eu o acendi logo que resolvi falar tudo de uma vez. Foi tudo isso o que durou a nossa briga. O fim de meses inteiros, anos contadinhos dia por dia, resumiu-se nesse meio cigarro queimado. Uma pena, deve ser para ela. Uma pena deve ser para os olhos daqueles que nos acompanhavam como se fóssemos uma novelinha. Uma pena para os tios, os primos, e os amigos que nos azucrinavam nas festinhas de família. Uma pena também deve ser para aqueles invejosos que tinham o que invejar e agora não sobrou mais nada. Na verdade eu não me importo muito mais.
Abri a geladeira, eu sempre faço isso para matar o tempo. Agora eu queria fazer alguma coisa com o tempo. Estava ficando deprimido. Acho que meu egoísmo me pegou severo demais. Mas toda vez que eu pensava na boca que eu já havia enjoado, subiam-me náuseas. Era um desgosto só imaginar tudo de novo, todo aquele tempo que hoje está morto. E eu falando em matar tempo. Nunca matei tanto tempo estando ao lado de alguém. Exatamente assim, acho que estávamos apenas matando o tempo. Matamos belos meses, maravilhosos dois anos e poucos dias, doze horas e meio cigarro queimado. Bom, agora até o cigarro já havia apagado.
Fico pensando se algum dia eu a topar pela rua. Caminharíamos algumas quadras juntos, ela forçaria um sorriso escancarado e eu me encheria de tédio, mas seria bem agradável. Ela certamente perguntaria a quantas anda a minha vida, e comentaríamos de alguns conhecidos. Depois na esperança de me conquistar de novo, ela me convidaria para um encontro, só para quem sabe, algum dia, ter a chance de me massacrar como eu fiz anteriormente. Talvez eu até deixaria escapar um sorriso sincero. Nos despediríamos na próxima esquina e haveria mais um fim de um dia estúpido, daqueles que só servem para encher sua vida de horas.
Entretanto, se eu acabar por me apaixonar novamente por ela, seria por algum detalhezinho que eu ainda não fui capaz de enxergar. E aí, ela seria uma outra pessoa, tão nova quanto uma daquelas que se vê pela primeira vez em um bar. Porém, esse futuro nem sequer existe, e eu não quero que venha a existir.
A realidade é que eu já a troquei, por alguém bem menor que ela. Mas que se encaixa perfeitamente nessa porção limitada que eu sou. Os seus braços se parecem mais com os meus. Simplesmente fui correr atrás dos meus interesses.
Deitei no sofá, brincando com controle remoto da televisão enquanto paquerava o telefone. Eu tinha para quem ligar, só não queria ainda.
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Parliament.
É estranho dormir em um novo quarto, mesmo já tendo dormido em inúmeros hotéis e casas de amigos, mas... quer saber? É uma nova etapa começando... mais uma de tantas que já se passaram! Nesse novo estágio tenho apreciado as caronas e pego gosto por andar de ônibus, minha única reclamação é não poder fumar dentro dele, mas, bem, já era hora de diminuir a necessidade. Tô ficando tão bom nisso!
Sabe, só queria dizer que você fica linda vestida de amarelo.
Escolhas.
Eu sinto essa fome corroendo meu estômago doente de ansiedade enquanto me concentro em algo que gostaria de te dizer. Me apoio dentro do primeiro engarrafamento que o rádio noticia e permaneço calado. Das infinitas músicas que já foram escritas e das centenas de melodias que se amontoaram na minha memória até agora, nenhuma se encaixaria entre nós tão bem quanto o silêncio que sonho em rechear de olhos fechados. Preciso de você mais perto, a fim de ouvir meu coração batendo com pressa, me ajudando a juntar ar para o fôlego de um longo beijo.
Ganância.
Não tive nem o trabalho de me preocupar com os enganos que eu poderia fazer. As decisões já foram todas tomadas, antes que eu me desse conta, das minhas mãos por algum poder do destino. Não tive escolha, apenas subi em uma esteira e esperei calmamente que ela me levasse ao êxtase de estar apaixonado, amar e ser amado em troca.
Mas com pesar confidencio que preferia errar, que gosto de correr e suar por isso, e que sinto-me inútil por perder a chance de escolher. Será que cheguei atrasado, ou simplesmente era assim que tinha que ser? Ainda quero, ainda espero por você.
sábado, 16 de agosto de 2008
Nós.
Encanto.
(dá pra voltar ainda hoje? =) )
Tráfico de meses.
Pegue o que quiser de mim. Desse meu diário de loucuras, há uma história na nossa distância que se entitula saudade. Vou dizer algo sobre nós dois, somos analfabetos de avisos de cuidado, e mesmo assim, as coincidências insistem em andar ao nosso lado, tomando as nossas dores. Mas se errar não fosse tão saboroso, eu juro que não dividiria isso contigo. E já que a nossa tolice de evitar a realidade não faz de nós mentirosos, queimaremos a cidade mais movimentada com nossos sonhos de felicidade instantânea. Sempre haverá uma garrafa de vinho vermelho para dois apaixonados.
Pensar é melhor em dois, casando nosso futuro e já cuidando da nossa menina. É tudo uma questão do agora; o tempo é um só, sem intervalos e tudo acontece numa linha enorme. Vamos rasgar os dias, as horas... hoje eu tenho você comigo e todos os milhões de minutos de vida que nos restam logo a frente.
Sim.
São Paulo.

O seu cheiro ainda estava na minha roupa, e foi assim que me demorei a entrar no banho, perdido em você. Se bobear gosto até da sua antipatia com as palavras, da sua seriedade em forma de armadura, do sol que nos acordou e do ônibus que nos separou. Acho graça no seu jeito de respirar, e sorrio de olhos fechados, porque é inconfundível você. E aí, eu vou te ensinar tudo o que eu não aprendi contigo, e ganhar de você paciência, talvez até um pouco de responsabilidade - palavra que com você se fez coada do tédio. Pra que uma mulher, quando se enxerga uma menina? A mais perfeita e quieta delas. Adulta para o que aparenta ser, tão jovem para o que é. Parece que a vida lhe foi curta de tempestades, daquelas que te estragam um pouco. É desafio pra mim, travesseiro da ousadia. Mas não aposto em mais nada, nem prometo outra história. Que venha de certo, e o que vier, veio. Só que o seu cheiro... esse eu quero sempre comigo!
terça-feira, 12 de agosto de 2008
Por não estarem distraídos
Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos.
domingo, 10 de agosto de 2008
Saudade de sentir saudade
A gente nunca deixa de ser besta, mesmo depois que cresce um pouco e acha que já viu de tudo. Como é que eu posso estar insatisfeito e sentir a falta da dor, da fossa de entender todas as músicas de amor? Justo agora que tudo aquilo já passou!
Será que sua frieza passou para mim, já que sinto estar começando a te esquecer?
Percebe?
domingo, 3 de agosto de 2008
quinta-feira, 31 de julho de 2008
Quem dera não mais me importasse. Depois de tanto tempo e tantos muros, a lua se esconde atrás de um negro desconhecido. O livro não conta mais história de amor e leitura socióloga define o que sentimos. E como o vento, passa. Passa tão dolorido e inperceptível que quando me dei conta deixei os pássaros voarem. Fiquei na felicidade.
É o contrário do nome. A explicação vem como um problema mal solucionado. Do nada, o passado. Do futuro, o explicável. É assim que eu termino a estadia, insolúvel, enigmático e, mais que nunca, falso.
terça-feira, 29 de julho de 2008
Orgulho.
Nunca vou entender tudo, eu sei. Como é que você consegue fingir tão bem? Quem te ensinou a me machucar tanto assim? Os seus motivos são os mesmos que eu teria se estivesse em seu lugar. Mas eu não estou, e não existe justificativa que sobreviva apoiada em algo que não nasceu.
Enjoei de me distrair. E essa dúvida não pára de cutucar a minha insônia. Há semanas que não durmo antes das cinco. Só para não boiar na angústia, eu quero dias mais curtos.
terça-feira, 22 de julho de 2008
Voltas.
Você, sempre.
sexta-feira, 11 de julho de 2008
é o fim desse blog.
"falar, eu já falei demais. falta você querer me dar ouvidos."
sinceramente...
o amor que eu sentia por você ACABOU, e foi por sua culpa! não me peça mais nada, é sério. não to fugindo, só não te quero mais, e tô cansado de ter que repetir isso.
"i hate to say it but i told you so, told you if you left then you were gonna be miserable... guess he don't do it like me or else you wouldn't be runnin back to the past, it was you that left me... i hate to say but you know i'm right, everytime you're up and callin for me late at night... but now that you ain't got me, tell me where u gonna be, cause i can't take you back..."
quarta-feira, 9 de julho de 2008
manquer
A falta é uma coisa única e inexplicável. Que me faz querer gritar no três e liberar tudo o que tenho dentro dos meus pulmões para o mundo inteiro ouvir. A falta me deixa triste. Falta de quê?
De sempre, ouvimos que "as coisas mais simples da vida são as melhores". Falta de saber o que é isso, falta de entender, falta de te ver online, falta do seu oi, falta do seu tchau. Falta de você.
Regarde du coin de l’œil ou par en dessous.
erreur!
A gente aprende com os erros.
Cansar
terça-feira, 8 de julho de 2008
Falta.
Oi?
Quando a gente fica estranho, parece que nem as roupas mais servem. Hoje, me olhando no espelho, vi quão feio era. É, não adianta, a gente nunca vai se achar bonito. Pior, quando a gente fala que é bonito, vão falar que a gente é tão inseguro que tem que se auto-afirmar para acreditar em algo. Mas se a gente não crê nem nas próprias palavras, vai se basear na de alguém que te fala algo na cara, mas nas costas te desmente inteiro? É complicado.
Com o tempo, descobri que ninguém é fiel. Assim, que se pode acreditar. Por mais íntimo que seja, quando se está sozinho, a gente só vira o assunto da conversa. Seja por aquela imperfeição, pelo jeito. Ninguém é mais amigo pleno. Na vida, hoje, a gente tá, de fato, sozinho. Por isso eu tô deixando de confiar nas pessoas, por mais que isso me machuque. Até os mais queridos já deram pra trás.
Voltando ao assunto, eu, que sou egocêntrico, no ápice da confusão, entrei numa 'fase'. Que espero que seja fase, mesmo, tipo a adolescência, e que passe. Eu tô confuso mesmo. De vez em quando quero largar tudo, depois eu quero reconquistar tudo, depois eu quero que me reconquistem, depois eu quero que me esqueçam. Daí eu vou, talvez, seguindo assim, sem rumo e, se um dia chegar em algo, eu possa completar esse post.
Então tá, eu sinto falta de certas coisas. E eu sei que nunca mais as terei. É foda. E eu só queria um comentário...
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Ainda tem muito que cicatrizar. Fechar por fechar, não ta sagrando e já não dói. Mas ainda ta o livro aberto em cima do criado mudo, os beijos, abraços, carinhos, telefonemas, paradas, músicas, faróis vermelhos e tudo assim, meio que na contra mão de tudo que eu sempre esperei.
Hoje eu percebi uma carência absurda... De ficar sozinho.
Namorar...
li em algum lugar.
Hoje deixa eu sair sem você e não sentir vontade de ninguém, e te querer, do começo ao fim.
Hoje deixa eu te ligar e você não atender, deixa eu te mandar mensagem e você não responder.
Hoje finja que não existe! Desaparece, some, esquece.
Hoje qualquer rumo se torna perdido.
Hoje qualquer música se torna barulho.
Hoje qualquer beijo se torna dispensável.
Hoje o que eu tenho é a figura do ontem.
Hoje pela a manhã eu achei que fosse você.
Hoje pela a tarde eu senti falta de você.
Hoje de noite eu tive certeza. É você.
Hoje, parece que nunca existiu.
Hoje eu dependi de você.
Mas hoje, hoje ... Hoje eu não tive você.
Deixa eu pensar em mais 24 horas sem você, da forma que for, deixa eu te perder."
domingo, 6 de julho de 2008
sexta-feira, 4 de julho de 2008
Dívida
Eu devo ser muito amigo quando não preciso.
Eu devo ser muito amado quando não devo.
Eu devo ser muito distante.
Que meu cheiro não deve ser sentido,
E passa despercebido,
Quando na verdade a intenção é outra.
Eu devo ser muito tapado.
Tão tapado que não sei o que devo.
Se devo dinheiro.
Se devo amor, ou alguma satisfação.
Só sinto que devo,
E devoro em letras suas emoções.
O que deve ser uma puta estupidez.
De novo
Questão de gosto
quinta-feira, 3 de julho de 2008
quarta-feira, 2 de julho de 2008
È, ele está fora de moda.
Apenas
Talvez para um outro dia...
Tem certos dias que eu me pergunto “Sou o único a esperar pelo improvável?”. Talvez.
Imagine pelo impossível.
terça-feira, 1 de julho de 2008
Devaneios
Depois, se por acaso garoar, vou vestir o cachecol que você esqueceu na minha casa, só para te ter de cheirinho enrolado no pescoço, esquentando as cordas vocais para aquele alô caloroso, a gente combina de durante a semana tomar frappé feito criança, esnobar as pessoas da rua e queimar dezenas de cigarros. Queria que seu cheiro nunca saísse de perto do meu nariz. Que morressem as noites que eu passaria no singular, que diluíssem todas manhãs que eu acordaria ao lado de travesseiros e que explodissem as tardes que eu ficaria de amigo da televisão.
Aí, você vem me buscar de carro roubado - ou comprado com a sorte de cartas na mão. Buzina e toca a campainha, faz tocar os sinos e as trompetas... você simplesmente me beija.
Para apagar o fim, a gente se promete não olhar mais para os relógios desse mundo - pior invenção - e assim, param-se os minutos. De portas fechadas, a gente dorme. Por favor, destruam os despertadores.
domingo, 29 de junho de 2008
Para desistir
Olha, eu não alcanço aonde vão meus sonhos. Quisera eu aprender a estar em dois lugares ao mesmo tempo. Ah, mas talvez se eu tivesse uma escada, escolheria a escala da sua cidade e escalaria seu coração. Sabe que eu odeio ter as mãos atadas para te provar as coisas enfeitadas que vivo dizendo? Isso quando justamente estou sendo tão eu. Mesmo sem esperanças - ou assustadoramente cheio delas - continuo esperando.
sexta-feira, 20 de junho de 2008
Soneto de separação.
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.
(Vinícius de Morais)
Dialética.
E a alegria, a única indizível emoção
É claro que te acho linda
Em ti bendigo o amor das coisas simples
É claro que te amo
E tenho tudo pra ser feliz
Mas acontece que eu sou triste...
(Morais, Vinicius de. In: Obra Poética. Rio de Janeiro. Aguilar, 1968, p. 587)
Sorte ou revés?
VERGONHOSO!
quinta-feira, 19 de junho de 2008
falta pouco,
mas vai ser a primeira e a última.
terça-feira, 17 de junho de 2008
segunda-feira, 16 de junho de 2008
sábado, 14 de junho de 2008
À sua maneira,
Empoeirado
Vem
Nós.
quinta-feira, 12 de junho de 2008
Advertência
domingo, 1 de junho de 2008
Tempo Perdido
Os olhos cansados não dão trégua, e o cansaço faz que rola na cama, te cutuca, te chama para acordar, acordar sem nem ao menos ter dormido. É o tempo perdido; no escuro de becos intravenosos, em sussurros e suspiros de batimentos cardíacos, nas palavras esperando por não serem ditas.
A gente se cala na poeira, se mantém em desuso. Mas se apaixona por planos jogados nas calçadas, pendendo entre as valetas da rua. Que infantilidade querer chamar a atenção de nós mesmos para estímulos de pseudo-vida e falsa liberdade. Pois falta sono e sonhos palpáveis, litros de cafeína e quilos de nicotina que poderiam se tornar a cura da ansiedade.
Mas deixa que eu me resolvo na distração da tentativa de descrever o gosto do céu onde você me tem levado durante todos esses dias, e gastarei a eternidade tentando dizer o que assisto nos seus olhos. Preciso da sua certeza de me ter em seus braços por todos os seus amanhãs.
domingo, 25 de maio de 2008
domingo, 18 de maio de 2008
terça-feira, 13 de maio de 2008
quinta-feira, 8 de maio de 2008
do contra.
domingo, 13 de abril de 2008
segunda-feira, 31 de março de 2008
outra! =)
me diz de onde surgiu tanta fofura, educação, carisma e carinho que se transformaram tão rápido em amor? me explica??
poxa, quem dera a gente não ter desperdiçado o ano passado, né? assim eu poderia dizer que, ao invés de meses, te tenho há um aninho e uns meses! mas não importa... é pouco tempo comparado ao que temos pela frente!
é inexplicável o que você faz comigo! seja acordando cedo pra me levar na faculdade, me buscando no estágio, comprando até jaleco novinho e mandando bordar o meu nome! seja quando você me chama pra assistir aqueles filmes chatinhos que ficam interessantes embaixo do edredon, naquela friaca gostosa! ou mesmo quando você me chama pra ir pescar com você a noite haha você é muito fofo, cara! quando me grita "moooooooooonga, vem catar tatuíii pra usar como iscaaa!" ou quando puxa a linha e vibra gritando que pescou algo! hahaha!!
sabe, eu não sei o que fazer pra te desejar os parabéns, porque não sei agradecer pelo que você me faz! tudo, os detalhes que você capta! coisas simples que você percebe com uma facilidade assustadora, o seu jeitinho de mexer o cabelo, de fechar o pacotinho de bala garoto que nós somos viciados! como você abre a porta, como você me respeita, me surpreende, me faz feliz!
ei.
te amo, sabia?"
quarta-feira, 12 de março de 2008
cartinha.
sabe, eu não achei que você fosse ser tão importante pra mim! era só mais um garoto que eu gostava de ficar olhando, mesmo que do outro lado da sala! era só o único educado que pedia passagem e agradecia, e só!
as coisas mudam, né? quem diria que no meio das férias a gente escolheria o mesmo dia pra pegar documentação de escola... e que íamos conversar?! que você me daria carona até em casa e eu te chamaria pra almoçar, e logo depois você iria pra casa e a vontade de te ver ia surgir de maneira tão rápida? mas aconteceu, né?!
a partir daquele dia as coisas mudaram muito, né? as mensagens no celular, as conversas, idas a praia pra assistir o pôr-do-sol.. surgiu do nada!
bê, queria que você soubesse sua importância na minha vida! gosto tanto de você! será que um dia você vai saber quanto?
amo seus abraços, seus beijos na bochecha, amo assistir aula na sua faculdade(mesmo que não possa!), amo os cafunés que você faz, amo as massagens! adoro você tocando violão, adoro suas comidas, adoro te ver cantando na rua! acho lindo ver sua dedicação estudando, adoro quando você tira um tempinho pra me levar na faculdade!
você é meu tesourinho, né? hahaha! menininho mais lindo, não tem!
fica sempre comigo, fica??"
estou feliz..
pra caralho!
domingo, 24 de fevereiro de 2008
puta que pariu!
feliz pra caralho!
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
divagações.
o que levaria uma pessoa a tentar entrar na minha vida, e permanecer nela, mesmo quando eu mostrava não ter interesse algum em saber o que você estava fazendo ao vir falar comigo quase todos os dias... até o dia que eu comecei a me importar, e inverti os papéis, indo atrás de você, e pra quê? pra você fugir! desaparecer com a mesma rapidez que te trouxe em primeiro lugar!
meses depois você decide re-aparecer, tentando demonstrar frieza, manter uma distância entre a gente. de que adiantou construir essa parede, se você mesma decidiu destruí-la, ficando ao meu lado? fez com que eu me perdesse com você, dedicasse meses a você, me prometeu tudo que era possível, me fez ouvir músicas que agora só me incomodam! incomodam profundamente pois me lembram quando você as tocou pra mim, porque tinham significado e esse significado tinha sido jurado de nunca ser alterado!
você não passa de uma... eu nem sei mais. não sei quem é você. não entendo o que te traz a me amar e me abandonar de novo, e pra quê? pra dizer que me encontra daqui a 15 anos? eu espero te encontrar sim, mas não espere que eu ainda seja o mesmo de 15 dias atrás, pois vai se decepcionar. ah, quer dizer? tenha certeza que ainda serei o mesmo! quem sabe, dessa vez, as coisas mudem, minha vida, que mais te parece um jogo, inverta papéis com a sua, e você será a pessoa que ainda pensa na outra, porque, claramente, você me apagou da sua vida e de quebra ainda destruiu a minha!
Tenho esperado tão menos desses dias, mas parece que as horas só fazem engordar. Vontade que eu tenho é de ficar o tempo todo te pertubando, feito irmão mais velho, só para te chamar a atenção. Você me faz dar risada sozinho, cumprimentar estranhos na rua e cantar para o nada. Vem?
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
putaquepariu!
puta que pariu!
só xingando mesmo! que felicidade escrota! nunca saí de um hospital tão feliz quanto agora há pouco! porra! só um anti-inflamatório! quero mais o quê?? quero mais nada! felicíssimo!
atendo.
"oi, tá pronto?"
"oi, tô não. falta muito."
"me ligaram de lá, falando pra chegar 15 minutos antes."
"precisamos estar lá 1 e meia, então"
"peço o taxi pra que horas?"
"1 e 25"
"mas 1 e 25?"
"qual o problema?"
"é um horário engraçado."
"1 e 20 então."
"estarei aí"
"que bom. um beijo"
"beijo, até daqui a pouco."
gosto de cinco minutos a mais. bastante, até.
mesmo que sejam 300 segundos que antecedem um exame médico, gosto bastante. =)
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
but all i've ever learned from love was how to shoot somebody who out-drew ya
and it's not a cry that you hear at night
it's not somebody who's seen the light
it's a cold and it's a broken hallelujah...
ah se eu soubesse expressar a raiva que tenho por você ter fodido com tudo...
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
hm
é. basicamente todos os sons que tenho feito. esses e as músicas que canto.
tantas coisas pra fazer, tantas pessoas pra conhecer e lugares pra ver. tantos galões de cerveja e garrafas de scotch pra beber... por que, então, me falta tanta motivação?
as vezes me pergunto se fui esquecido. as vezes penso que não. em certos momentos, sinto que você tá pensando em mim. não gosto de sentir isso, me assusta.
os compromissos aumentam. as contas chegam para serem pagas. a movimentação bancária permanece intacta...
eu tenho tudo que preciso.
"friends, check. money, check. i'm well-slept, check. opposite sex, check. guitar, check. microphone, check. messages are waiting on me when i come home. and i don't know what it is at all."
vai entender...
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